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Storycubes.

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o Jogo entre o Sol e as Estrelas, ou entre Guarací e Anhangá, é jogado sobre três tabuleiros hezagonais que se conectam em apenas um dos lados. São cortados por linhas que ligam todas as esquinas da  forma.
Sobre o tabuleiro, repousam os personagens da fábula, como peças de um xadres muito, mas muito específico. E, literalmente, fantástico.
Obviamente, dada a complexidade desse jogo, os dados usados não poderiam ser simplesmente cubos com suas características bolinhas pretas marcando os números.
Os dados são direcionadores de histórias. Criadores de narrativas. definidores de destinos.
São “Storycubes”
Isso deixa tudo muito mais interessante.

A verdade sobre as Mulas Sem Cabeça

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Isso deve ter acontecido muitas vezes com meus antepassados. Incontáveis são as cidades que trazem em algum momento de sua história a maldição da Mula Sem Cabeça.

Mas para mim, aquela foi a primeira vez. E isso é sempre inesquecível.

O que mais me impressionou não foi a luz cegante que emanava das chamas. Nem o arrepio que senti, e ainda sinto, quando ouvi o relinche daquela besta.

O que me deixou absolutamente perplexo, chapado de medo, foi o tamanho daquele monstro. Talvez na história da humanidade ninguém tivesse chegado perto o suficiente para se dar conta do fato. Aquilo não era uma Mula. Longe disso. Aquilo era uma égua. Grande, forte, e completamente descontrolada.

Homem com muitas tatuagens

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Eu conheci Pekka Arpinen na Suécia. Num primeiro momento achei que ele estava falando russo, o que o deixou bastante chateado, sendo finlandês. Seu sobrenome, numa tradução livre, significa “homem com muitas tatuagens”.

O vento no meu coração

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Sobre as águas.

Eu gostaria de ser um golfinho. E terminar como um golfinho. (porque não nasci na família do boto, seria uma decisão fácil, simplesmente nunca mais voltar)

Ou aquelas criaturas voadoras do Escher.

Ela me espera lá embaixo.

O vento sobra no meu coração.

Interior

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João precisa viajar. Precisa conhecer a poeira das estradas. Sua busca esta pra dentro. Precisa ser como o palhaço do filme, saber quem é o prefeito, o louco e o puteiro de cada cidade.

Até perder a conta do que viu e do que não viu. E voltar para uma vila de onde já havia saído brigado. Pra encontrar o rancor guardado de seus habitantes.

Casa perto da praia [Home by the sea]

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Eu estava cansado. Mesmo dormindo, sentia meu corpo dolorido e suado
Quando acordei, percebi que havia dormido em uma rede. Verde.
Dalí, pendurado na varanda, olhei para dentro da casa de madeira pela janela da frente.
Pregados na parede, haviam 6 pequenas molduras, com fotos que pareciam ter sido recortadas de revistas sobre a vida marinha. Dois veleiros, uma ilha e 3 tipos de peixes, um deles amarelo e laranja.
Isso, e o barulho das ondas, me deram a certeza de que eu ainda estava perto do mar.

Splash page

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[painel único] do alto de um penhasco, uma figura magra e nua com os cabelos ao vento olha pra baixo
[painel pequeno] close nos olhos do homem. Fechados, como se estivesse ouvindo uma música. Sorri.

Estou morto. Não sou Bráz Cubas. Sou João Batista.
A cena que você vê é a última coisa que aconteceu comigo antes de morrer.

Lá embaixo, a Alamoa, uma velha amiga, me chama com seu canto a-b-so-lu-ta-men-te delicioso. A morte parece doce. Pular é a opção mais acertada.